O que é MRP e quando utilizar
- Golive
- 21 de jun. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 5 de jan. de 2023

Em uma indústria ou comércio, o estoque é um setor crucial, dada a necessidade de controle para evitar a falta de insumos e o também o excesso deles. Sem um controle efetivo, o departamento de compras não terá uma boa exatidão na hora de fazer a reposição dos itens, podendo gerar atrasos na produção de algum bem ou falta de material para vendas.
Muitos erros de estoque ocorrem em decorrência de processos manuais. No entanto, as tecnologia MRP ajuda a gestão de materiais por meio de rotinas automatizadas, reduzindo ineficiências operacionais e maximizando a produção.
O que é MRP?
A sigla vem do inglês e significa Manufacturing Resource Planning ou, em português, Planejamento de Recursos de Produção. Na prática, esse sistema tem por finalidade automatizar processos ligados à planejamento de compra de insumos industriais e reposição de estoque. A solução começou a ser disponibilizada na década de 1960, em meio a uma alta demanda das empresas em produzir com mais eficiência e menos desperdícios.
O MRP pode também fornecer análises preditivas, relacionadas com a necessidade futura da indústria por insumos. Em outras palavras, a solução usa como principal referência as compras feitas ao longo do tempo, de modo a projetar o quanto deve ser obtido para manter a operação da indústria.
Para que serve e como funciona?
Um estoque gerido manualmente é passível de problemas como a compra de insumos que não têm onde ser guardados. Se esse for o caso, a operação tenderá a gerar prejuízo, não só pela ociosidade, mas também pela questão de esses insumos serem perecíveis, por exemplo.
O funcionamento se da por meio de uma série de cálculos, onde o sistema consegue entregar informações precisas, tomando por base variáveis como matérias-primas, tempo e volume da produção. Tal processo têm um papel fundamental, que é o de integrar o estoque à área administrativa da empresa.
Com esta ferramenta o administrativo passa a ter acesso a informações em tempo real, tornando, assim, menos passível de erros o repasse dos insumos a serem providenciados pelo setor de compras.
O que compõe o MRP?
Na prática, o MRP lida com a compra de insumos e o envio de produtos. Para isso, ele é subdividido em três macro processos, que são:
Programa Mestre de Produção: é basicamente o planejamento no tempo dos produtos a serem produzidos, considerando sazonalidades, etc, com as quantidades e prazos;
Lista de materiais ou BOM: é basicamente a receita de bolo para a produção do item. Nelas, estão descritas toda a matéria-prima necessária à produção de um bem;
Saldos e status de inventário: além de ter a quantidade de itens no estoque, esse arquivo descreve também os pedidos em aberto e o tempo que leva entre a solicitação de pedido e o seu recebimento.
Como esses conceitos podem ser utilizados na prática?
Sobre a aplicação prática, podemos dizer que o uso de um bom ERP é fundamental, pois o MRP demanda que os processos de compras e estoque, além da alimentação dos dados de cadastros de produtos, estruturas etc, estejam o mais coerentes possíveis.
A princípio a implementação do MRP é necessária em todas as empresas que precisam ter um maior controle do atendimento de pedidos de clientes e/ou tem processos produtivos com média para alta complexidade.
O grande problema de uma fábrica é o sincronismo entre os itens que precisam ser produzidos, com os recursos disponíveis de produção, incluindo materiais, mão de obra e máquinas, sem falar na dependência de fornecedores de serviços de industrialização externos.
Esta sincronização está ligada a prazos médios de entrega, disponibilidade, lotes mínimos e econômicos, custos de logística e transportes, etc.
Alguns sinalizadores que demandam a implementação do MRP em uma empresa do ramo são:
Existência de um mix de produtos com estruturas de média a alta complexidade;
Existência de itens alternativos;
Problemas no controle de matérias-primas, componentes e insumos de produção;
Níveis elevados de estoques ou desbalanceamento nas quantidades;
Atrasos constantes nos prazos de entregas;
Problemas com lotes mínimos de compras, gerando compras de quantidades maiores do que o necessário;
Problemas no cálculo das quantidades a serem produzidas e/ou na quantidade de itens comprados;
Mudanças constantes nos planos de produção, com incidência constante de pedidos críticos, que atrapalham o fluxo de fabricação;
Descontrole da carteira de pedidos e das respectivas prioridades e fluxos de entregas.
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